15 janeiro 2009

Gifu 2008

Churrascada dos bolsistas em Gifu. Pelo menos Gifu é perto. Consegui levar dois camaradas meus da Toyota para participarem também. Pena que o tempo não ajudou muito, estava um tempo fechado, com uma chuvinha chata de vez em quando.





Depois de deixarmos a mala no salão, rolou um karaokê onde o maior sucesso foi a musica da Ponyo. Tivemos também uma demonstração de dança do ventre, oh yes.




Depois do churrasco, fomos ver o Ukai uma pesca com o cormorão. Os pescadores colocam uma espécie de coleira nos pássaros e eles vão à frente dos barcos “pescando” os peixes com o bico. Depois, como eles não conseguem engolir o peixe por causa da coleira, os pescadores os fazem regurgitarem o peixe. Meio nojento, mas disseram que os peixes pescados naquela região de Gifu, daquela forma eram servidos somente a família imperial. Cada um com sua mania.
O visual pelo menos é bonito. A pesca é feita à noite e os barcos usam uma fogueira suspensa na frente do barco para atrair os peixes. Uma pena que só pudemos acompanhar da margem do rio, pois não conseguimos pegar uma reserve nos barcos.


Depois da caminhada pela margem do rio, fomos para um sentou (banho publico) eu, Yudi e um monte de gente rodou por que falaram pra gente que lá teria xampu e sabonete, mas não tinha nada, até as toalhas eram alugadas ou vendidas. Pelo menos as toalhas nos levamos, mas iríamos tomar banho só de água mesmo se não fosse uma alma bondosa da comissão de gifu que comprou um frasco de xampu e outro de body soap no konbini mais próximo.
Depois além de brincarmos com fogos de artifício, demos uma passeada pelas ruas de Gifu e ficamos conversando até altas horas.










No dia seguinte fomos passear em um parque próximo e fomos visitar o castelo de Gifu. O tempo deu uma melhorada, mas de tarde novamente veio a garoa.


Foi bom esse primeiro encontro com os bolsistas deste ano, crias da gestão 2008 da Asebex, hehe.

09 janeiro 2009

Osaka!!

Depois de Tottori fui encontrar o Cassio, Dani e Takeo em Kyoto. Enquanto eles nao chegavam, fiquei dando voltas na estação, muito grande por sinal. Haja perna pra subir tanta escada.






Depois que nos encontramos, lá fomos nós para o roteiro de templos de Kyoto. Kinka, Kyomi, etc. Para mim, que já havia passado por Kyoto antes, não foi muita novidade. O mais divertido para mim foi o passeio que fizemos no Studio Park Toei Uzumasa Eigamura, onde eles gravavam os programas de sentais, Mitokoumon e Abarenbou Shogun. Fora que também tinha coisas relacionadas ao filme Otokotachi no Yamato. Zuamos muito lá.
























No finalzinho do dia, voltei para Osaka( sim, voltei , pois de Tottori para Kyoto, eu passei por Osaka no caminho) e fomos para o hotel. Estávamos podraços de andar o dia inteiro, mas mesmo assim demos umas voltinhas por perto do hotel, só para conhecermos a vizinhança. Segundo o Cassio, o bairro onde estavamos, Nanba, era um dos mais conhecidos da cidade.

Jantamos em um yakitori-ya muito bom, bem muquifo mesmo que é o que pega, hehe.


Dia seguinte, acordamos para o ponto alto da viagem. Universal Studio Japan! Chegamos umas 10h e já estava lotadão. Fomos primeiro para o Exterminador do Futuro. Tome uma fila de 2h sob um sol fortíssimo, que nem mesmo umas arvores mirradas conseguiram amenizar.


Logo na entrada, o vexame. A apresentadora veio puxar papo com o Cassio, chamando ele “ Você ai de boné branco” e ele com todo seu conhecimento de japonês sem entender nada. O exterminador é meio que um teatrinho com alguns alguns efeitos especiais 3D. A estória comeca quando voce entra no predio principal, como se fosse um visitante das instalações da empresa que fabrica o T-1000. Ai no meio da visita, Sarah Connors e seu filho invadem o sistema da empresa.

Interessante, mas não me emocionou muito.


Depois fomos para onde tinha menos fila, Back to the Future, mais 1h e meia de fila… Como na outra atração, a diversão começa quando voce entra no prédio principal, o centro de estudo do tempo. Cheio de engenhocas pelas paredes e posters do Doc Brown.

O enredo é o seguinte, o arqui-inimigo da familia McFly, Biff, rouba o Delorean e foge pelo tempo. Cabe a voce ir atras dele, batendo o seu Delorean contra o dele. Muito bom essa atração! Mesmo sabendo que voce praticamente nao sai do lugar, é impossivel ficar parado durante subidas e descida do Delorean entre vulcões, geleiras, e até dinossauros.

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O parque além das atracões, oferece restaurantes ambientados em várias épocas e filmes, como os anos 60, um porto como o do filme Tubarão, e Chinatown. Além disso, em horários programados ocorrem apresentações de artistas no meio da rua, como uma apresentação dos Irmãos Cara de Pau. O ponto alto é o desfile noturno, este ano com o tema de Peter Pan. Durante o dia há um desfile da turma do Snoopy e da Hello Kitty mas esse eu nem prestei atenção sinceramente.


Após o almoço não estavamos com nenhuma vontade de pegar muita fila, assim fomos para uma atração que pouca gente ouve falar. O Backdraft é baseado em um filme com o mesmo nome sobre incêndios. O backdraft que dá nome a atracão é o efeito causado quando há um incêndio em um cômodo e uma porta é aberta. Com essa passagem de oxigênio aberta repentinamente, ocorre o backdraft, que é uma lingua de fogo que sai varrendo toda extensão da porta devido ao aumento repentino de oxigênio. Lição de vida se voce estiver em um incêndio, abra a porta, mas não fique de frente pra ela, senão já viu. BusuHunter também é cultura.

A atracao em si é meio fraquinha, ela simula situações de filmes em que o fogo é o elemento principal. No final temos direito a tambores explodindo, canos caindo ( ou quase) próximos a sua cabeca e o andaime onde voce está pendendo para o lado.


No final da tarde fomos enfrentar a fila do Homem-Aranha, haja paciência, 2h e meia de fila… O legal pelo menos é que logo que voce entra na fila, voce está dentro do Clarim Diário, o jornal onde Peter Parker trabalha, assim, nas paredes você vê vários avisos que o J.J. Jameson deixa para “ incentivar” seus funcionários. Voce vai passando por diversos setores do jornal, e acaba caindo na sala onde está um veiculo especial que é utilizado para acompanhar os eventos mais perigosos. É claro, nessa hora os inimigos do Homem Aranha estão atacando a cidade.

A idéia da atracao é a mesma do Back to the Future, só que por ser um brinquedo mais novo, além das imagens serem projetadas no telão, o carrinho vai passando por várias salas, que se mexem, espirram água em você e até soltam fogo pra te secar depois.

Selo Julio de Qualidade com méritos.


Bom, juntando tudo, pegamos 6 horas de fila para umas 2 horinhas de diversão, fora o tempo que levamos andando de um lugar para o outro, almoco e várias fotos. O que nos matou acho que foi realmente a primeira fila no exterminador. No final do dia estavamos podraços. Voltamos para o hotel, tomamos um banho e saimos para jantar quase as 9 da noite. Do lado do hotel, no dia anterior, tinhamos visto um udonya que nos impressionou pelo tamanho da bacia que o pessoal estava comendo. Fomos lá conferir.

Apenas quase 1 kilo de udon na bacia. E comer udon no calor que estava não foi facil, mas estava show de bola. O Takeo suou a camisa pra comer.











No dia seguinte acordamos meio cedo para fazer o check out e podermos dar uma volta pelo bairro de Nanba e pelo Doutonbori É lá aquela ponte famosa onde os caras se jogam quando o Hanshin vence o campeonato de baseball. Fora aquele cartaz famoso da Glico, entre outras coisas. Infelizmente nao pudemos ficar muito, pois ainda iriamos voltar a universal.

Foi bom termos dividido nossa visita a Universal em 2 dias. Em um dia soh ficaria muito corrido mesmo. Aproveitamos para ir no Jurassic Park e andarmos de novo no Homem-Aranha e no Back to the Future. Dessa vez cada um foi para um lado, pois tambem foi o dia das compras. Muita tranqueira comprada.

No final das contas acabei nao indo no cinema 4D do Shrek, no Jaws e no Water World, mas tudo bem, já tinha valido muito a pena.


Como ainda tinha uns dias de folga, fui passear no muquifo do Takeo e do Cassio, melhor do que ficar mofando em casa sozinho.

A gente mais ficou dormindo que saindo mesmo, hehe. Estavamos todos podres.

07 janeiro 2009

TOOOTOOORIII SAAAAAKYUUUUuuuuu... By Eric

Aproveitando o primeiro feriado prolongado que eu tive, decidi ir para Tottori, prestigiar a provincia do nosso Presidente Eric e conhecer o famoso Sakyuu, as dunas de areia que ele tanto cantava nos karaokês. E teve direito até a camelo!

Lá fui eu pegar mais um shinkansen dessa temporada no Japão. Resultado, primeiro trem lotado ( não tava a fim de ir de assento não reservado pois senão ia passar 4 horas de pé.), segundo trem lotado. No ultimo trem que tinha pra eu pegar a conexão pra Tottori só tinha vaga no GreenSeki ( tipo, uma primeira classe dos trens-bala). E lá vai o Djyurio esbanjando dinheiro, huahuahuahuahuaa. Mas te digo, é oooooouuutraaa coisaaaaaa.

Acabei chegando em Tottori perto da meia-noite. Mas o Yudi fez a gentileza de me esperar na estação. Só deu tempo mesmo da gente comprar umas brejas e jogarmos papo fora no apartamento dele.


Dia seguinte, como o Yudi tinha compromisso, fui me virar sozinho por Tottori-shi. Fui primeiro pra um passeio de barco pela costa e depois dei uma subidinha no Sakkyuu. A subida mata, mas a vista lá de cima é fantástica. Tem lugares que realmente ninguem conhece, mas que vale muito a pena viajar pra conhecer.
Tinha até um museu de esculturas de areia. Muito louco os detalhes que os caras fazem na areia.
























Tive sorte também, pois fui pra lá bem na época da maior festa da região, o Shanshan Matsuri. O pessoal sai dançando na rua com uns guarda-chuvas coloridos, bem legal. Eu adoro essas festas de rua no Japão. Você pode sair tranquilo no meio da muvuca, sem medo de que alguém vá arrancar tua camera do pescoço e coisa assim.



No dia seguinte foi mais pra rodar um pouco pelo centro da cidade, ver mais um pouco da festa na rua e de noite ainda rolou um festival de fogos de artificio. Nunca me canso de bater fotos de fogos. A cada foto, depois que você vê com mais detalhes é uma surpresa. " Luuuuuuuuuzeeeeesssss..." By Lia




Na volta, eu e o Yudi ( ele indo pra Okayama, eu pra Kyoto) passamos por uma estação de trem com o nome " Miyamoto Musashi". Já pensou? Alguém te pergunta...
X- Onde você mora?

J- MIYAMOTO MUSASHI!!!

X- Kakkoiissunee...

Huahuahuahuahuahuaa!!

TPS, Toyota Way, Just in Time...

Depois de 3 meses no Japão, acho que finalmente caiu a ficha.
Depois de ralar por mais de 6 anos na faculdade e durante o ultimo ano do curso de engenharia de produção, você ouvir falar sobre Toyota pelo menos 2 vezes por dia, caiu a ficha de que eu estou onde tudo o que vi na faculdade começou.





Caiu a ficha que estou na matriz da Toyota Mundial. Quantas pessoas no Brasil ou no mundo tiveram a chance de trabalhar e estudar aqui? Quanto isso vale como experiência profissional? Depois de ralar muito, mudar de emprego varias vezes, acho que dessa vez consegui o que queria.






Sempre quis trabalhar na Toyota, mas nunca me passou pela cabeça que um dia eu chegaria ao ponto em que estou aqui. Sendo treinado e aprendendo a trabalhar em duas linhas que irão enviar peças para os Estados Unidos. Acima de tudo com a qualidade Toyota.




A pressão é grande, eu reconheço que tenho medo mesmo. Aqui para cada linha você tem pelo menos 2 ou 3 pessoas responsáveis, cada uma com sua especialidade, matrizes, maquinas, robôs... E eu aqui, tendo que ver praticamente tudo das duas linhas ao mesmo tempo.
Mas por enquanto, vou levando, tentando aprender o máximo possível, aturando o mau-humor dos japas e tentando passar essa temporada longe da família e dos amigos da forma mais proveitosa possivel.